Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Casa de Santo António

 

     Maria Rosa Jesus Marques, avó de um dos elementos do grupo (Luis Freitas) falou-nos acerca da história da Casa de Stº António. Esta foi mandada construir pelo Capitão João Ferreira da Cruz na primeira metade do século XVIII (década de 30).

     A Casa conheceu vários donos ao longo da sua existência, uma vez que após a família do Capitão João Ferreira Cruz, terá passado a património da família brasonada do Capitão Castro e Lemos, tendo sido posterirmente vendida em leilão ao Senhor Francisco de Jesus Silva.

     Neste momento, a casa está a ser remodelada e na parte de trás da mesma está a ser construído um lar particular.

     Foi a Casa que deu o nome à rua: "Rua de Santo António".

 

 

 

 

 

 

          A Casa:

     "Está dividida em 3 partes: parte domiciliária, portão nobre e capela, datando esta última de 1750.

    A parte domiciliária, de maior dimensão, é tratada com pilastras toscanas enquadradas na cimalha do sub-beirado.

     As janelas, ou são de avental esculpido, ou de sacada, estas últimas sobre uma base trabalhada de granito aguentada por cachorros em voluta. (...)

     A Capela sobressaindo da construção acima da corrija em frustão liso com uma janela circular - óculo - termina na torre sineira profusamente trabalhada, e assinalada na fachada com um corpo distinto."

 

Livro "Nós mostramos-lhe...."

Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, 1994

 

 

          Curiosidade: 

     Há um mistério que envolve esta casa, a existência de um tesouro dentro de um túmulo que se encontra no interior da mesma ...

 

publicado por albergariacriativa às 11:28
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

A chegada da República


A notícia da proclamação em Lisboa, em 5 de Outubro de 1910, logo alcançou Albergaria-a-Velha, onde não havia Republicanos convictos.
    Em 4 de Outubro tinha-se realizado a última sessão ordinária da Câmara Municipal no regime monárquico. Era presidente, Bernardino Máximo de Albuquerque e vice-presidente, António Domingues Pinto. A acta desta sessão já não foi assinada pelos que nela estiveram presentes, mas pela nova vereação que só se reuniu no dia 12 de Outubro, como: " Comissão Republicana Municipal do Concelho de Albergaria-a-Velha" sob a presidência do Dr. Manuel de Lemos.
    O novo regime entrou pacificamente, mas algum tempo, depois, iniciaram-se perseguições e prisões que se mostraram sem fundamento.
    Em 1912 realizaram-se eleições municipais e o " Partido Unionista"  Venceu. A visão social e política vai normalizando, mas a economia não evolui devido à instabilidade política e à participação de Portugal no 1º Grande Guerra.  
    A proclamação da "Monarquia do Norte", em 20 de Janeiro de 1919, no Porto, fez crescer as dificuldades no concelho, porque de seguida também foi proclamada na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha por um grupo de monárquicos locais Este facto originou combates violentos.
    Durante este período os regimes monárquicos e republicano foram proclamados sucessivamente nos Paços do Concelho.
     Finalmente, em 10 de Fevereiro, as forças monárquicas foram derrotadas.


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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Agenda Cultural

Janeiro:

 

Dia 12: às 21h00 - Concerto de Ano Novo (Banda Filarmónica da Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca e Asoociação de Instrução e Recreio Angejense.

Local: Cine-Teatro Alba.

 

Dia 16: às 21h30 - Quartas Perfeitas no CCB ( Concerto com o "Trio Ponto de Fuga")

Local: Centro Cultural da Branca.

 

Dia 19: às 21h00 - Noite de teatro ("Amor Cão", pelo Grupo de Teatro Amador "ACasca" ).

Local: Sede do G.R.C. Telhadela.

 

Dia 23: às 21h30 - Quartas Perfeitas mo CCB (Comemoração do Dia de S.Vicente - Padroeiro da Branca)

Local: Centro Cultural da Branca.

 

Dia 27: às 17h30 - Concerto de Comemoração do Aniversário de Mozart.

Local: Centro  Cultural da Branca.

 

publicado por albergariacriativa às 11:16
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

D. Margarida Ferreira Coutinho

         Ontem visitámos a D.Margarida, que confecciona há muitos anos os doces tradicionais desta vila - raivas e turcos -, seguindo à risca a receita que a sua família guarda preciosamente...
         Pretendemos marcar uma entrevista, não para escrevermos e divulgarmos essa receita, mas para conhecermos outros detalhes da vida e obra desta família.
         A entrevista será...
Próxima Quinta-Feira (dia 17 de Janeiro)Todo o grupo irá a esta entrevista.

         O nosso Albersapo mal pode esperar por experimentar os doces desta senhora, mas para isso ainda vai ter que aguentar um pouco até o poder fazer.
publicado por albergariacriativa às 17:28
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

A entrada da imprensa local

 O crescimento da escolaridade arrastou consigo a ânsia do conhecimento pela leitura e pela difusão da notícia escrita.

    Desde meados do século passado os semanários de Aveiro eram lidos em todo o concelho dada a sua divulgação e o interesse pelas notícias frequentes, dos assíduos correspondentes locais. Não admira que esta influência tenha levado ao aparecimento dos primeiros periódicos do concelho.

     “ O Vesicatório” surgido anónimo em Albergaria, em 1864, com quatro pequenas páginas em formato A4, pejadas do fruto da arte do maldizer político local, foi o primeiro. Logo de seguida veio o “ Bouquet de Angeja “, ao cabo de vinte números mudado para “Gazeta de Angeja”, aparecidos em 1887, com mais sabor literário do que noticioso, dado o diletantismo do seu director, Ricardo Souto, estudante de Medicina.

    Em 1888, aparece a “Folha d’Albergaria”, já como semanário noticioso e com tipografia própria, o que representa um avanço no leque industrial do concelho. Ainda no final desse ano vem à luz um excelente bissemanário, noticioso, político e literário, o “Movimento”, o qual, para além de activar e dar a conhecer durante cerca de dois anos a vida concelhia, é o primeiro a apresentar fundamentados estudos da história local ainda hoje fonte indispensável de consulta.

  Até ao final do século ainda despontam mais oito semanários, como rebentos da Primavera no jardim da escolaridade. São eles: “ A Religião da Mulher” que se dizia “religioso, noticioso e auxiliador do professorado” e foi o primeiro da nossa terras a ter direcção de uma mulher, Maria Emília de Oliveira, e difusão no Continente e Ilhas pela sua ligação à Escola; Muitos jornais surgiram, tendo mais difusão, interesse e mais longa vida, “ O Albergariense” e “ Correio de Albergaria”. Ambos se compunham e imprimiam em tipografia própria, uma pequena unidade também ao serviço do comércio, da indústria e do público em geral.

  Estes periódicos, são talvez a mais evidente demonstração de que o aumento da escolaridade gratuita entre os dois sexos teve resultados bastante rápidos apesar dos condicionalismos educacionais da época. As suas páginas de anúncios são repositório constante de incitamentos à leitura. Trazem frequentes aliciantes à compra de romances, obras históricas, atlas e enciclopédias e dicionários vendidos pelo correio.

 

 

publicado por albergariacriativa às 22:50
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A máquina.

 

A máquina

O povo chamou assim a esta industria moderna do concelho. Aproveitava a riqueza enorme que representava a matéria-prima constituída pelos vastos pinhais que circundavam Albergaria, em boa parte semeados nos campos baldios. Os caminhos de ferro, que haviam começado a ser lançado poucos anos antes no nosso país e também em Espanha, careciam de dormentes com durabilidade para o seu assentamento; Também as linhas telegráficas, aparecidas na altura, e as minas precisavam de postes com durabilidade. José Luiz Ferreira Tavares e o irmão Manuel Luís, lançaram-se neste negócio.

 

 

Fábrica de papel de Vale Maior

Esta foi a segunda empresa industrial a surgir e às suas instalações é que se pode verdadeiramente dar o nome de primeira fábrica do concelho.

Lutando contra o espírito de rotina que imperava nesse sector ergueram a primeira unidade fabril do concelho. A construção da fábrica obedeceu a uma concepção pragmática de continuidade nas diferentes operações indispensáveis à produção. Instalou-se a mais moderna maquinaria, igual à melhor da Europa. Começou-se a fabricação de papel com caruma e serradura de pinheiro como matéria-prima, abundante na zona.

A dificuldade e o preço dos produtos químicos, indispensáveis à laboração da matéria-prima inicial, obrigaram a algumas paralizações e ao uso do trapo para produção do papel.

 

 

A fábrica do Carvalhal

Em 1889 a empresa ‘The Caima Estate and Wood Pulp Company Ld’ , de Londres, acabava de adquirir a extensa quinta do Carvalhal, composta por matas imensas, casas e terrenos lavradios, que pertenciam a William Cuisckhank, do Porto. A laboração da fábrica iniciou-se pouco depois de centenas de operários e muitos outros trabalhadores em serviços nas matas, de onde provinha a matéria-prima e nos transportes. Passados anos implementou-se a plantação de eucaliptos cuja madeira se tornou a matéria-prima por excelência.

 



    Enquanto a fábrica crescia a nível económico, a população a beira-rio, sofria com a poluição das águas transformadas num caldo negro e fétido., provocando efeitos maléficos no ambiente e nas culturas. Fizeram-se vários protestos, que teve difusão por parte da imprensa local, contra a falta de cumprimento das regras impostas à indústria.

Dentro da fábrica assumiram-se várias posições de revolta e realizaram-se várias greves. Foi a primeira situação de greve na indústria do nosso concelho e o assumir do valor de uma consciência colectiva.

publicado por albergariacriativa às 22:39
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Indústria Manufactureira.


     

Passado o período das guerras, das rebeliões e das maiores convulsões politicas em que os homens se viram constantemente envolvidos, começou a fazer-se um melhor aproveitamento das matérias-primas locais da actividade artesanal.

    Talvez a mais antiga seja a tecelagem caseira. Panos de linho e de estopa e mantas de farrapos ainda se continuam a produzir em bastantes casas de lavoura, principalmente nas aldeias. Após a canseira do amanho da terra ou nos dias de aconchego que a pausa do Inverno ou o mau tempo porpocionavam, as mulheres dedicavam-se a essa actividade com algum lucro na feira onde armavam o garrido mostruário.

     O fabrico da telha portuguesa era também uma tradicional actividade, com bons exemplos nas freguesias do concelho. A olaria da Biscaia, já produzia, para além da cerâmica de uso domestico e rural, a decorativa , vidrada ou não, com larga procura.

    Convém aqui recordar as oficinas de serralharia e de carros de bois e também de cavalos, de duas e quatro rodas.

     Em Albergaria preparava-se cera, para tal havia bastantes lugares e mesmo uma fábrica de cera, naturalmente para moldar objectos ligados ao culto e velas, dado ao consumo religioso e doméstico na época.

    Cabe recordar os lenhadores, que aproveitavam a riqueza florestal do concelho, especialistas no corte e abate de grandes árvores bem como os tanoeiros e os carpinteiros, aproveitadores de madeira.

     Os lagares de azeite tinham uma laboração sazonal, existindo nas freguesias do concelho. Também os alambiques de destilação da borra, do vinho voltado e do bagaço para a obtenção do aguardente, constituíam uma fonte de riqueza e  ocupação. Os moleiros desempenhavam um papel fundamental na vida do nosso povo, a população para além da concorrência das fábricas de moagem, continuavam a preferir a farinha obtida nas azenhas e nos moinhos movidos pela força hidráulica por isso situados à beira de rios e riachos. ( Rio Caima)

    Também descascavam o arroz produzido em abundância nos campos do Vouga, obtendo arroz acastanhado por conter ainda parte da película, o qual era a matéria-prima fundamental para o melhor arroz de cabidela do mundo

Importante ainda de mencionar a fábrica de bolacha e biscoito , que ficou famosa pela produção dos famosos biscoitos tradicionais, as raivas e ainda os folares da Páscoa.

    A partir de meados do século XIX , o desenvolvimento das vias de comunicação vai contribuir para o aproveitamento das matérias-primas locais.

    As indústrias mineiras situaram-se nas zonas interiores do município que são ricas em minérios de chumbo, cobre, zinco, níquel e prata. Laboraram com intensidade as minas do Carvalhal e Palhal, que se encontram desactivadas.

Tempos depois, começou a chegar a primeira industrialização fabril.

 

 

publicado por albergariacriativa às 22:23
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Os transportes terrestres.

O posicionamento geográfico da nossa vila num vasto troço de caminhos, facilitou as actividades de inúmeras pessoas que faziam do comércio ambulante a sua principal actividade, com pouco lucro mas com longa área de movimentação.
  Estes mercadores levavam e traziam vinhos, madeiras, cereais, pedra, telha, cal, derrarias e materiais diversos indispensáveis às oficinas e à construcção. Para além destes materiais, eram também conduzidas as matérias-primas para as recém-criadas indústrias de papel, celulose, serração e preparação de madeiras. Os produtos acabados eram então transportados para a estação de caminho de ferro de Estarreja, que serviam o nosso Concelho.
  Os Carreiros, ao percorrerem as estradasque, frequentemente se encontravam em mau estado, deram origem a uma profissão de grande sacrifício.
publicado por albergariacriativa às 21:22
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