Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

A máquina.

 

A máquina

O povo chamou assim a esta industria moderna do concelho. Aproveitava a riqueza enorme que representava a matéria-prima constituída pelos vastos pinhais que circundavam Albergaria, em boa parte semeados nos campos baldios. Os caminhos de ferro, que haviam começado a ser lançado poucos anos antes no nosso país e também em Espanha, careciam de dormentes com durabilidade para o seu assentamento; Também as linhas telegráficas, aparecidas na altura, e as minas precisavam de postes com durabilidade. José Luiz Ferreira Tavares e o irmão Manuel Luís, lançaram-se neste negócio.

 

 

Fábrica de papel de Vale Maior

Esta foi a segunda empresa industrial a surgir e às suas instalações é que se pode verdadeiramente dar o nome de primeira fábrica do concelho.

Lutando contra o espírito de rotina que imperava nesse sector ergueram a primeira unidade fabril do concelho. A construção da fábrica obedeceu a uma concepção pragmática de continuidade nas diferentes operações indispensáveis à produção. Instalou-se a mais moderna maquinaria, igual à melhor da Europa. Começou-se a fabricação de papel com caruma e serradura de pinheiro como matéria-prima, abundante na zona.

A dificuldade e o preço dos produtos químicos, indispensáveis à laboração da matéria-prima inicial, obrigaram a algumas paralizações e ao uso do trapo para produção do papel.

 

 

A fábrica do Carvalhal

Em 1889 a empresa ‘The Caima Estate and Wood Pulp Company Ld’ , de Londres, acabava de adquirir a extensa quinta do Carvalhal, composta por matas imensas, casas e terrenos lavradios, que pertenciam a William Cuisckhank, do Porto. A laboração da fábrica iniciou-se pouco depois de centenas de operários e muitos outros trabalhadores em serviços nas matas, de onde provinha a matéria-prima e nos transportes. Passados anos implementou-se a plantação de eucaliptos cuja madeira se tornou a matéria-prima por excelência.

 



    Enquanto a fábrica crescia a nível económico, a população a beira-rio, sofria com a poluição das águas transformadas num caldo negro e fétido., provocando efeitos maléficos no ambiente e nas culturas. Fizeram-se vários protestos, que teve difusão por parte da imprensa local, contra a falta de cumprimento das regras impostas à indústria.

Dentro da fábrica assumiram-se várias posições de revolta e realizaram-se várias greves. Foi a primeira situação de greve na indústria do nosso concelho e o assumir do valor de uma consciência colectiva.

publicado por albergariacriativa às 22:39
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