Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Entrevista à D.Margarida.

1. Queremos saber um pouco sobre si  e a sua família que tão bons biscoitos têm feito, a sua vida, os seus projectos e as suas concretizações.

 

D.Margarida nasceu em Albergaria, na casa onde os seus avós e pais residiram e onde actualmente mora. Casou e esteve nove anos em África. Depois de ter ficado viúva, voltou para Portugal, onde começou a dedicar-se à confecção dos doces. O seu principal projecto é a confecção dos doces que nasceram com uma receita familiar. "Gostava que esta receita fosse perpetuada no tempo e pela minha família."

 

2. Há quanto tempo são confeccionados os doces? É uma receita de família? Há quantos anos os confecciona?

 ' Os doces são confeccionados aproximadamente há 90 anos. A receita já é centenária. Esta foi criada pela minha avó e posteriormente seguida pela minha mãe e agora por mim. Confecciono os doces desde a minha chegada de África' (Data incerta).

 

3. Como foi passando a receita ao longo das gerações?

'A receita está na minha posse , bem como na dos meus irmãos, embora não tenham o mesmo interesse na sia implementação.'

 

4.Sente prazer naquilo que faz? Quantas horas semanais dedica à realização dos biscoitos? Sente-se compensada monetariamente com este trabalho?

'Sim, tenho prazer na minha actividade profissional. Dedico-me toda a semana à realização dos doces, por exemplo à quarta-feira levanta-se às seis horas da manhã e trabalho mais ou menos até às cinco horas da tarde. '

Quanto à compensação monetária, não se sente realizada, mas como diz 'Vai-se vivendo'.

 

5. Qual é o segredo dos doces serem tão bons? Fale-nos um pouco da vossa receita.

'O segredo é não ter segredo, a receita é natural, à base de manteiga e ovos.'

 

6. Como se sente ao ser a única pessoa a confeccionar estes biscoitos, típicos desta vila?

'Sinto-me como qualquer outra pessoa, trabalho muito para poder estar nas feiras a vendê-los.'

 

7. O que acha da ideia dos doces serem vendidos a nível nacional?

' Não gostava. A tradição é daqui de Albergaria-a-Velha, e é aqui que, que eu gostava de vender os meus doces. Se fosse noutras condições... Então seria melhor.'

 

8. Que tipos de apoios recebe da autarquia?

'Não recebo muitos apoios da Câmara, apenas me convidam a estar presente nas férias de modo que possa vender os doces.

 

9. Acha que terá alguém a seguir os seus passos? Qual é que pensa ser o futuro dos doces tradicionais desta vila?

D. Margarida pensa não ter ninguém interessado e continuar a confecção dos doces, deste modo, o futuro dos doces na vila não será risonho.

 

 

publicado por albergariacriativa às 15:24
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